SÃO PAULO

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29º Cultura Inglesa Festival reúne música, teatro e ações culturais.


O 29º Cultura Inglesa Festival acontece de 21 a 31 de outubro, em São Paulo, Santos, Campinas e Brasília, com uma programação que reúne música, teatro, cinema, debates, ações formativas e iniciativas voltadas à juventude, à ação climática e aos territórios. A edição, que antecede os 30 anos do festival, ocupa diversos espaços da capital paulista, como Vão Livre do Masp, Sesc 24 de Maio, Casa Natura, Cinemateca Brasileira, Centro Brasileiro Britânico (CBB) e unidades da Cultura Inglesa, além de chegar à Baixada Santista, com programação no Sesc Santos, a Campinas, na Cultura Inglesa Campinas, e a Brasília, no Museu Nacional da República.

 “O Cultura Inglesa Festival segue apostando na diversidade de sua programação e no diálogo com os desafios do nosso tempo, reunindo diferentes linguagens artísticas e ampliando os espaços de reflexão e encontro. Esta é uma edição especialmente significativa, em que a esperança é entendida não como espera, mas como ação e exercício coletivo de imaginação. Ao mesmo tempo, já nos preparamos para celebrar, no próximo ano, a 30ª edição do Festival, um marco importante em nossa trajetória”,  explica Liliane Rebelo, diretora de Cultura e Sociedade na Cultura Inglesa.

Entre os destaques desta edição estão a cantora Agnes Nunes; o espetáculo britânico Famehungry, de Louise Orwin; uma sessão ao ar livre do filme De Volta para o Futuro e conversas sobre juventude, saúde mental, redes sociais e crise climática no CIF Talks. A edição antecede os 30 anos do festival e tem como eixo a esperança entendida como prática coletiva, articulando arte, educação e intercâmbio cultural entre Brasil e Reino Unido.

Na programação internacional, o festival apresenta Famehungry, criação da artista britânica Louise Orwin, que acompanha sua imersão no universo do TikTok a partir de um questionamento pessoal sobre o futuro da arte performática. O espetáculo discute adolescência, redes sociais e o preço da fama e se relaciona diretamente com uma das conversas do CIF Talks, dedicada à juventude, saúde mental e redes sociais. São três apresentações, no dia 24 de outubro, no Sesc Santos, e nos dias 30 e 31 de outubro, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.

Realizado simultaneamente em um teatro e no TikTok Live, Louise se submete, em cena, a tarefas inspiradas nas tendências da plataforma enquanto busca conquistar a audiência virtual, colocando em confronto o público presencial, os espectadores do TikTok e o algoritmo. Com a peça, Louise tenta responder uma pergunta muito pessoal: como a arte performática pode sobreviver à era digital? A criação nasceu de uma experiência da artista com o tiktoker Jaxon Valentine, da Geração Z, que passou a orientá-la sobre as dinâmicas da plataforma.

A presença de Louise Orwin no festival inclui ainda a gravação ao vivo de um podcast inspirado nos temas de Famehungry. A artista recebe convidados para discutir como as redes sociais afetam identidade, criação artística, visibilidade e a relação dos jovens com o ambiente digital. Aberto ao público, o encontro acontece dia 23 de outubro, às 15h, no Sesc Santos, e dia 27 de outubro, às 18h, no Sesc 24 de Maio, com participação da plateia.

No dia 21 de outubro, o Centro Brasileiro Britânico, CBB, recebe duas mesas do CIF Talks, que parte de trabalhos apresentados no festival para discutir questões relacionadas à juventude. Das 15h às 16h30, Escutar é preciso: juventude, saúde mental e redes sociais tem como disparador um trecho de Famehungry e propõe uma conversa sobre os efeitos da virtualidade e das redes sociais, considerando questões como criação, pertencimento e organização coletiva, além de saúde mental, privacidade e exposição. Estão confirmadas as presenças da artista Louise Orwin, da psicóloga e psicanalista Marília Velano, doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP e especialista em desenvolvimento infantojuvenil, e de Haron Miquilno, profissional de relações públicas, estrategista de conteúdo e carreira e idealizador da comunidade RP no Mundo, com mediação de Isabela Villas Boas, Diretora Executiva de Produtos e Experiências de Aprendizagem da Cultura Inglesa.

Das 17h às 18h30, a mesa Direito ao Futuro: juventude e crise climática parte da peça A Citizens’ Assembly, de Andy Smith, que também integra a programação. Entre as participantes está Cleicí Patauá, que viveu até os 11 anos às margens do Rio Unini, no Parque Nacional do Jaú, na Amazônia. Filha da floresta e de lideranças, é advogada e especialista em sustentabilidade corporativa, além de atuar como apresentadora do Repórter Eco da TV Cultura. Participam ainda Daniela Vianna, jornalista, pesquisadora e consultora em adaptação climática e Lara Bonfim, artista e ativista de 16 anos que integra o coletivo Creative Earth Alliance, criado na última edição do Cultura Inglesa Festival a partir de uma simulação da COP. A mediação é da Cia. Arthur Arnaldo (Soledad Yunge e Tuna Serzedello).

A conversa discute a participação das novas gerações nas decisões relacionadas à crise climática, reunindo perspectivas da ciência, da comunicação e da organização juvenil. 

O Festival dá continuidade nesta edição ao programa Create for Change, projeto que mobiliza jovens, alunos e não alunos da Cultura Inglesa, em torno das mudanças climáticas. Nesta edição, o projeto inclui A Citizens’ Assembly, do diretor britânico Andy Smith. A peça conta a história de um agrupamento de pessoas que se reuniram em uma sala para discutir a emergência climática nos seus territórios. E a assembleia se forma com o próprio público do teatro, que representa os papéis dos debatedores. A condução fica a cargo da Cia. Arthur Arnaldo, responsável pela facilitação das assembleias. As sessões acontecem no dia 23 de outubro, às 17h, na Cultura Inglesa Tatuapé; no dia 24 de outubro, às 10h30, na Cultura Inglesa Itaquera; e no dia 30 de outubro, às 14h45, na Cultura Inglesa Campinas, no Cambuí.

No dia 23 de outubro, o Vão Livre do MASP recebe o Slam do Corpo, primeira batalha de poesia entre poetas surdos e ouvintes do Brasil e uma parceria inédita entre o museu e o Cultura Inglesa Festival. Criado em 2014, o projeto reúne duplas de poetas que criam e apresentam simultaneamente em Libras e em língua portuguesa, explorando tanto as particularidades de cada língua quanto seus cruzamentos. Com coordenação de Léo Castilho e Érika Mota, a atividade terá duas horas de duração, com poetas surdos e ouvintes, intérpretes de Libras, DJ e júri escolhido na hora. A atividade vai acontecer dentro da instalação Casa María Lionza, criada pela artista venezuelana Sol Calero.

No dia 24 de outubro, o CIF Paraisópolis ocupa a unidade da Cultura Inglesa na comunidade com atividades gratuitas voltadas a crianças e adultos e desenvolvidas a partir da identidade do território. O artista visual e arte-educador Samuel Silva conduz a oficina Espelhos das Minhas Raízes: Autorretrato Como Resgate de Memórias, que utiliza a pintura e o autorretrato para trabalhar identidade, memória, ancestralidade e pertencimento. A programação inclui ainda a apresentação do Coral Brave Voices, coral intergeracional de alunos da unidade Paraisópolis, além de oficina e apresentação de Passinho com o NGKS (Negroskis), grupo criado em 2016 por amigos de escola a partir da prática do “passinho do Maloka”, com referências do funk e da cultura Black.

No dia 30 de outubro, o Cinema ao Ar Livre, uma parceria do Cultura Inglesa Festival com a Cinemateca Brasileira, exibe De Volta para o Futuro. Dirigido por Robert Zemeckis e lançado em 1985, o filme será exibido às 20h, na área externa da Cinemateca Brasileira. A sessão é gratuita, assim como a pipoca, com ingressos distribuídos uma hora antes.

No dia 31 de outubro, das 13h às 17h, no Museu Nacional da República, em Brasília, o Cultura Inglesa Festival apoia a Parada do Orgulho PcD Brasil, mobilização em defesa do orgulho, da visibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência. Depois de passar por São Paulo, a Parada chega a Brasília com artistas e coletivos do Distrito Federal: Lee Brandão, drag queen e ativista, líder do movimento Quebrada Queen; a banda de rock Artrodeze, com protagonismo PcD; o Surdodum, grupo percussivo formado majoritariamente por músicos surdos; Naiara Fontenelle, pianista, tecladista e cantora com deficiência visual; o coletivo Me Chame Pelo Nome; e Noah Marques, com arte urbana. A atividade é gratuita e conta com Libras e audiodescrição.

Na música, Agnes Nunes se apresenta no CIF in Concert no dia 31 de outubro, na Casa Natura Musical, com o álbum O Amor e Suas Variáveis, lançado em 2024. Para o 29º Cultura Inglesa Festival, a cantora inclui no repertório interpretações de músicas em inglês. Toda a renda obtida com a bilheteria será destinada a ações no território de Paraisópolis, onde a Cultura Inglesa mantém uma unidade social que oferece cursos gratuitos de inglês à comunidade.

No dia 31 de outubro, a Cia. Cênica, de São José do Rio Preto, apresenta Cheese and Guava or Romeo and Juliet, no Centro Brasileiro Britânico, CBB. Em formato bilíngue, o espetáculo parte de Romeu e Julieta, de Shakespeare, e das canções românticas de Roberto Carlos para aproximar referências da literatura britânica e da cultura popular brasileira. A montagem, que estreou em 2026 e participou do Fringe de Edimburgo, na Escócia, aborda ainda questões como colonialismo e divisão cultural. No dia anterior, 30 de outubro, às 17h, a companhia realiza a oficina Corpo, Voz e Travessia: criação cênica bilíngue, na Cultura Inglesa Pinheiros. Com duas horas de duração, a atividade compartilha o processo de criação do espetáculo por meio de exercícios corporais, vocais e de composição em português e inglês.

Serviço:

29º Cultura Inglesa Festival

De 21 a 31 de outubro de 2026

Informações:https://www.culturainglesafestival.com.br/

Instagram @culturainglesafestival