Créditos: Ronaldo Gutierrez.
Escola de Mulheres no Teatro Aliança Francesa
Quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h.
Ingresssos: Quinta e Sexta: 40,00 (Inteira) e 20,00 (Meia) / Sábado e Domingo R$60 (Inteira) e R$30 (Meia).
Compra online: https://bit.ly/
Classificação: 12 Anos. Duração: 85 Minutos.

Num gesto de transgressão ao patriarcado e ao conservadorismo, Molière (1622 – 1673) traz à tona, com muita ironia, leveza e elegância, a sagacidade feminina em Escola de Mulheres. Sob direção de Clara Carvalho, a montagem é protagonizada por Brian Penido Ross, que está ao lado de Ariel Cannal, Felipe Souza, Fulvio Filho, Gabriela Westphal, Leandro Tadeu, Luiz Luccas, Rogério Pércore e Vera Espuny.
“Este é um texto escrito em 1662, quando Molière tinha 40 anos e estava na plenitude de sua potência criativa. Ele também fazia o papel de Arnolfo, personagem que repele frontalmente a ideia de ser traído e, para isso, educa a jovem Inês para que ela se torne sua esposa ideal, criando-a na mais absoluta ignorância. Mas, como em muitas de suas peças, as personagens femininas de Molière são perspicazes, inteligentes e descobrem como se empoderar numa circunstância a princípio desfavorável e o plano de Arnolfo mostra-se muito difícil de implementar. Sente-se no texto a simpatia de Molière pelas mulheres. O machismo patológico é escancarado, ridicularizado e, sentimos um viés francamente feminista. É esse viés que queremos colocar em cena”, comenta Clara Carvalho.
A peça, que foi um sucesso estrondoso na sua estreia em Paris, e gerou infindáveis discussões sobre a polêmica comportamental que trazia, é exemplarmente clássica, com unidade de tempo – tudo se passa em 24hs – espaço e ação e a encenação busca mesclar sugestões do século XVII com traços contemporâneos. Tudo se passa numa praça e, ao fundo, um painel com o sol nos remete a Luís XIV, patrono das artes e da trupe de Molière.
TEATRO ALIANÇA FRANCESA
Rua General Jardim 182 – Vila Buarque. Informações: (11) 3572-2379.
www.teatroaliancafrancesa.com.
Misery no Teatro Porto Seguro
Sábado às 16h e 20h. Domingo às 19h.
Ingressos: R$80 plateia / R$60 balcão/frisas.
Compra online: www.sympla.com.br/
Classificação: 14 anos. Duração: 120 minutos.

Adaptação teatral do livro de Stephen King, traduzida por Claudia Souto e Wendell Bendelack, a montagem tem direção de Eric Lenate e traz no elenco Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo.
A peça conta a história de Paul Sheldon (Marcello Airoldi), um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). A simpática senhorita é também uma leitora voraz de sua obra e se autointitula principal fã do autor.
O romance Misery – Louca Obsessão, escrito nos anos 1980 pelo autor norte-americano Stephen King, um dos autores mais traduzidos e adaptados para o cinema e teatro no mundo inteiro, ganhou versão para o cinema assinada por William Goldman.
A montagem de Lenate é a primeira adaptação direta do texto de William Goldman. Entre as versões internacionais, destacam-se a montagem da Broadway protagonizada por Bruce Willis e Laurie Metcalf em 2015 (por sua interpretação, Laurie foi nomeada para o Tony Award de Melhor Atriz de Teatro) e a versão mexicana de 2011, que conta com o renomado ator Demián Alcázar e Itatí Cantoral. Ao todo, Misery já foi montado para o teatro em dez países.
No cinema, uma versão de 1990 tornou-se uma das adaptações mais conhecidas a partir da obra de King e consagrou-se como sua terceira maior bilheteria, atrás apenas de The Green Mile e 1408. Kathy Bates ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz por sua performance. O filme teve direção de Rob Reiner e James Caan interpretou Paul Sheldon.
A nova montagem brasileira traz um olhar contemporâneo para essa obra. “A personagem da enfermeira Annie Wilkes, obcecada pelo escritor Paul Sheldon, sempre foi retratada no teatro e no cinema de forma estereotipada, como louca e histérica, enquanto Paul ocupava sempre o papel de vítima. Procuramos nesta montagem trazer uma Annie mais esférica, olhar para dentro dela e ampliar as possíveis leituras desta obra para além daquela que coloca o gênero feminino no lugar da instabilidade trágica que precisa ser comandada pelo masculino” comenta o diretor Eric Lenate.
TEATRO PORTO SEGURO
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700
Meu Quintal É Maior Do Que O Mundo no Teatro Vivo
Sexta-feira às 20h, sábado às 21h e domingo às 18h.
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) R$ 30,00 (meia).
Compra online: https://bit.ly/3tpfFOn
Duração: 70 minutos. Classificação etária: Livre.

Com interpretação de Cássia Kis, o espetáculo é formado por textos do livro Memórias Inventadas, primeiro livro de prosa do poeta Manoel de Barros (1916-2014), publicado em 2005. Com uma linguagem simples, coloquial e poética, Manoel de Barros escreveu sobre temas como o cotidiano e a natureza. Ulysses Cruz, parceiro de trabalho de Cássia há 40 anos e com quem ela divide a dramaturgia, dirige a montagem e assina a criação do cenário e figurinos. Gilberto Rodrigues é responsável pela direção e criação musical, e ao vivo, executa a trilha sonora que costura a encenação.
Cássia estabelece cumplicidade com a plateia ao interpretar quatro diferentes personagens: um menino com 5 anos, um jovem de 15, um homem de 40 e um idoso de 85. A atriz abre a cena revelando as fontes de inspiração do poeta: a criança, o passarinho e o andarilho. Ao pisar no tapete no centro do palco e com um livro em mãos, a atriz evoca o universo poético do cerrado brasileiro, tão bem descrito pelo poeta. “A peça pede que o espectador ouça as frases bem construídas, a forma como ele dizia essas palavras, as dores que estavam ali escondidas. Manoel era como um andarilho que inventava caminhos,” descreve Cássia.
TEATRO VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi. Informações: (11) 3279-1520.
https://www.vivo.com.br/a-