Em resposta ao fato de que o Brasil lidera há 18 anos consecutivos o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis (segundo a ANTRA), e continua sendo um dos países com mais registros violentos contra a população LGBTQIAPN+ (monitorado pelo Grupo Gay da Bahia – GGB), o premiado autor Newton Moreno, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira atual, usa seu olhar cheio de poesia e delicadeza para discutir o choque entre o preconceito crescente em uma sociedade cada vez mais conservadora e a busca pela identidade.
Protagonizado por Cláudio Fontana e dirigido por Elias Andreato, o espetáculo tem sua temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, de 24 de outubro a 29 de novembro, com sessões aos sábados e domingos, às 18h30.
A peça conta a vida de uma pessoa transgênero, e todo o caminho que ela percorre até a descoberta de sua identidade, do amor e da aceitação ou não pela família e sociedade.

Segundo o autor Newton Moreno, A Raiz teve como inspiração um povo andino, no qual só as mulheres cuidavam do plantio. “De imediato esta conexão feminina me encantou, pelo que tem de empoderamento e poesia. Daí, claro, retornei ao mundo LGBTQIAPN+ e ao protagonismo do feminino, e teci uma fábula sobre afirmação, reconhecimento, pertencimento, através de um personagem que aprende a escutar sua essência, sua natureza, sua raiz. Então, vence qualquer impedimento social para exercer sua identidade plena, tema que considero relevante em tempos de revisão histórica. Quis construir uma história, que ainda que venha atravessada de violências, seja afirmativa, solar, para nos dar força, futuro, saídas”, revela.
Para o diretor Elias Andreato, “a peça é uma fábula sobre aquilo que nasce quando alguém ousa ser quem é, porque há verdades que a terra não enterra. O texto fala sobre identidade, intolerância e resistência, tendo a terra como memória, corpo e lugar de renascimento”, diz.
Já Claudio Fontana completa: “O conto fala da força da natureza que é maior que o preconceito e intolerância dos homens. Eis o recado da raiz: toda forma de amor precisa ser aceita”.
A parceria
A parceria entre Elias Andreato e Claudio Fontana é longínqua (10 espetáculos), ambos já trabalharam juntos em Adivinhe Quem Vem Para Rezar, Mãe é Karma, Um Réquiem para Antônio, Esperando Godot, Édipo Rei, Amigas Pero No Mucho, Estado de Sítio, Andaime, A Última Sessão de Freud e Primeiro Hamlet.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Newton Moreno
Direção: Elias Andreato
Atuação: Claudio Fontana
Figurino: Gabriel Villela
Cenografia e Trilha Sonora: Elias Andreato
Iluminação: Cleber Eli
Assistência de Direção: Nilton Bicudo
Operador de Luz: Pedro Moura
Operador de Som: William Siqueira
Técnico de palco: Danilo Queiroz
Assistência de Palco: Azre Azevedo
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Comunicação Digital: Nanda Rovere
Programação Gráfica e Fotografia: Renata Monteiro
Produção Executiva: Augusto Vieira
Direção de produção: Claudio Fontana
Sinopse
A Raiz é um monólogo onde a personagem única é um narrador que conta a estória de um menino andrógino, a descoberta de sua sexualidade, do amor e do preconceito da sociedade. Um conto repleto de poesia e delicadeza escrito por Newton Moreno, um dos mais premiados dramaturgos nacionais, narrado pelo ator Claudio Fontana e dirigido por Elias Andreato.
Serviço
A Raiz, de Newton Moreno
Temporada: 24 de outubro a 29 de novembro de 2026
Aos sábados e domingos, às 18h30
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno – Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo – SP, 01326-010
Bilheteria: do Teatro Sergio Cardoso, aberta nos dias de espetáculo, das 14h até o início da atração. Contato bilheteria: (11) 3288-0136
Vendas online: via Sympla
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Visitas guiadas ao palco e tateamento da cenografia e figurinos para pessoas com deficiência visual.