Com mais de 500 mil cópias vendidas, o best-seller A gente mira no amor e acerta na solidão, da psicanalista e escritora Ana Suy, serviu de inspiração para o espetáculo estrelado e idealizado por Johnny Massaro, com temporada de estreia no Auditório do Sesc Pinheiros, de 24 de setembro a 31 de outubro. A peça tem produção artística de Pablo Sanábio, dramaturgia de Júlia Portes e direção de Helena Varvaki.
Na trama, um guia turístico convida o público a uma visita ao coração humano. Entre a expectativa da chegada da pessoa amada e a elaboração do término dessa relação, ele conduz os visitantes por um passeio existencial e bem-humorado que reflete sobre o amor e a inevitável solidão que atravessa a existência humana.
“Foi um susto delicioso ver a interpretação do Johnny na adaptação do meu livro! Senti um misto de estranheza e de reconhecimento, se aproximando muito do que Freud chamou de ‘infamiliar’. Para ele, o infamiliar contempla o familiar e foi isso que vivi. Trata-se de um texto emocionante, bastante original…ao mesmo tempo em que reconheço minhas ideias, palavras e a centralidade da minha tese em “a gente mira no amor e acerta na solidão”. Só uma equipe muito talentosa e com muito cuidado (que talvez seja um bom nome para o que surge quando somamos amor e solidão) poderia construir uma peça tão bonita!” Ana Suy

Johnny Massaro conta que encontrou o livro em um momento desafiador de um relacionamento, há três anos. “Exigem de nós, e a gente exige de nós mesmos, que saibamos agir no exercício do amor, quando, na verdade, não é algo para o qual fomos educados. É como Ana diz: ‘é porque alguém, em algum momento, nos amou, mesmo que tenha nos amado mal, que a gente aprende a amar’. Eu me via falhando e repetindo os mesmos erros de relação em relação, geralmente culpando o outro pela falta de consciência dos meus próprios padrões e desejos. Estava cansado e curioso. A consciência de que eu precisava aprender de alguma forma aquelas informações do livro foi muito intensa e pareceu inevitável levá-lo ao palco”, revela.
“Deixei essa urgência falar mais alto e mandei uma mensagem para o Pablo Sanábio, amigo, ator e produtor talentosíssimo, falando sobre a ideia. Ele, se quisermos chamar de coincidência, também estava lendo o livro. Tomamos aquilo como um sinal, e cá estamos, anos depois, depois de muito amor e esforço, juntos, com uma ideia que se tornou o meu primeiro monólogo, e que tem nos emocionado diariamente”.
Sobre o convite para produzir a peça, Pablo Sanábio conta: “Acho muito bonita essa coisa da sincronicidade da vida. Quando o Johnny me escreveu falando da ideia de montar a peça, eu estava justamente lendo o livro. Esse projeto tem ainda um significado especial para mim, porque ele nasce também da nossa amizade. Eu e Johnny temos uma relação de muito afeto, troca e admiração. E falar de amor, para mim, é falar também sobre o amor entre amigos. Sobre essas pessoas que a vida coloca no nosso caminho e que acabam se tornando parte da nossa história”.
Como o livro de Ana Suy é uma obra psicanalítica, sem uma história explícita ou ação dramática, havia um desafio de levá-la ao teatro. “O desafio de transpor qualquer livro para o teatro já é imenso. Tratando-se de um livro de psicanálise, a coisa se intensifica. Levamos essa ideia a muitos dramaturgos e dramaturgas, que foram unânimes em dizer que seria impossível. Quando parecia que havíamos esgotado todas as nossas possibilidades, fui fazer uma série na Netflix, ‘Emergência Radioativa’, e fui apresentado à Júlia Portes, que faria minha esposa. Nos demos superbem e, em dado momento, ela me presenteou com seu livro, ‘O céu no meio da cara’, que havia sido finalista no Prêmio Jabuti. Li, amei e, meses depois, fui ver a adaptação do livro para o teatro. Foi quando pensei em convidá-la. É um felicíssimo encontro da Julia com a Ana, da Julia comigo, da gente com a Helena, nossa diretora, e de todas as pessoas que, organicamente, foram se juntando ao processo”, conta Massaro.

Ficha Técnica
Inspirada livremente na obra de Ana Suy
Idealização e Atuação: Johnny Massaro
Produção Artística: Pablo Sanábio
Direção: Helena Varvaki
Dramaturgia: Júlia Portes
Cenografia: Aurora dos Campos
Iluminação: Nina Balbi
Figurino: Mondepars
Trilha Sonora: Frederico Santiago e Pedro Sodré
Preparação corporal: Esther Weitzman
Programação Visual: Ton Zaransa
Direção de Produção: Roberta Dias – Caroteno Produções
Produção Local SP: Julia Tavares
Controller Financeiro: Natália Simonete – Estufa de Ideias
Assessoria Jurídica: Daniel Rosas
Fotos: Hudson Rennan
Visagismo: Cris Biato
Assessoria de imprensa: Pombo correio – Douglas Picchetti e Heloisa Cintra
Gestão de Redes Sociais: Agência Evhoá
Registro audiovisual: Icarus Filmes
Assistente de Direção: Lucas Garbois
Assistente de Produção: Camila Sequeira
Assistente Fotografia: Vinicius Burghetti
Assistente de Produção Fotos: Melina Marchetti
Tênis Figurino: Osklen
Cenógrafa assistente: Rachel Merlino
Equipe cenotécnica: Renato Simões e Raphael Becker
Aderecistas: Gabriel Barros (L.A.P.E.) e Luziana Eleutério
Operação de Som: Frederico Santiago e Pedro Sodré
Operação de Luz: Maurício Medeiros
Voz do Coração: Júlia Portes
Uma produção de Johnny Massaro e Pablo Sanábio (Hipérbole Produções e O Menino e as Ideias)
Sinopse
Um guia turístico convida o público a uma visita ao coração humano. Entre a expectativa da chegada da pessoa amada e a elaboração do término dessa relação, ele conduz os visitantes por um passeio existencial e bem-humorado que reflete sobre o amor e a inevitável solidão que atravessa a existência humana.
Serviço
A gente mira no amor e acerta na solidão, baseado no best-seller de Ana Suy
Temporada: 24 de setembro a 31 de outubro de 2026
Quintas, sextas e sábados às 20h30. Com sessões extras às 16h nas sextas -feiras dias 9, 16, 23 e 30 de outubro e aos sábados, dias 17 e 24 de outubro.
https://www.sescsp.org.br/programacao/a-gente-mira-no-amor-e-acerta-na-solidao
Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195, Pinheiros
Vendas online em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos