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“Barba na Tua”: Single e videoclipe do cantor e compositor carioca Lucas de Castro .


É assim – com uma sonoridade dançante e POP, que mistura sofrência, sensualidade e romance – que começa a canção Barba na Tua, primeiro single do cantor e compositor carioca Lucas de Castro,  em todas as plataformas digitais. Com produção musical de JR Tostoi – responsável por hits de artistas como Lenine, Pietá e Isabella Taviani – a canção autoral é um relato sincero e apaixonado de Lucas sobre um amor passional, que se foi, mas deixou muita inspiração. 

Foto de Gabriel Castilho.

 “Barba na Tua” é o primeiro lançamento do projeto “DANCE!”, EP audiovisual-autoral de quatro faixas, idealizado na pandemia, e inspirado em referências dançantes do house e da disco music, que sairá aos poucos nos próximos meses. A distribuição é via Tratore.

Lucas de Castro e o produtor musical JR Tostoi, que juntos assinam os arranjos da faixa, trazem na sonoridade de “Barba na Tua” instrumentos como o cello e o acordeon, aliados aos riffs eletrônicos e dançantes, para criar uma atmosfera que remete a um tango moderno, dançante, “bem balada” e, claro, passional.

“Tentei em vão te escapar // Mas teu corpo sedento me implora // Truques de quem sabe jogar // Provoca, depois vai embora”.

– Além de ser um estilo passional e forte, a intenção de trazer elementos do tango foi uma referência simbólica ao tango queer, esse ritmo que surgiu entre homens e que é muito sensual. Tem tudo a ver com os elementos da história que conto na música – diz o carioca, que se inspirou no mood “disco-POP moderna” de Dua Lipa, e em bandas como BaianaSystem e Gotan Project para a criação da faixa.

“Barba na Tua” quer trazer uma pegada romântico-afetiva para a pista de dança, numa perspectiva LGBTQIA+, e também será um desafio pessoal:

“Barba na Tua” é uma declaração sincera e muito clara sobre a minha orientação sexual. O amor e os sentimentos que mostro nessa música são por um homem. Sempre foram. A barba me atrai. E isso não deveria ser tabu, não é coisa de outro mundo, é natural. Deve ser naturalizado. A música também quer quebrar um pouco desse paradigma, pois se trata, no fundo, de uma canção de amor – conta o artista sobre a faixa, escrita há dois anos.

“Tenho medo de ficar refém do seu desejo // Medo que revira e volta // Tenho medo do seu medo // Medo de cara na porta”.

Quando eu canto sobre uma barba com barba, pelo no pelo… É uma referência muito sexual, sensual, apesar da letra trazer muito sobre as minhas vulnerabilidades. Estou curioso para ver como será a recepção da música e também do videoclipe, que traz ainda mais claramente todo esse universo – completa Lucas que, em meio à pandemia, por sentir falta da balada e das saídas noturnas, despertou seu olhar para a criação de um universo musical POP e dançante, representado em todas as faixas do EP “DANCE!”.

Entre as suas referências musicais, bastante ecléticas, se destacam artistas POP como Madonna, The Weeknd, Michael Jackson, Bruno Mars, Maroon 5, além de baluartes da MPB como Paulinho Moska, Zélia Duncan, Ana Carolina, Caetano Veloso, Gal Costa, e nomes da Nova MPB como Silva, Duda Beat, Romero Ferro, Céu e Criolo.

Clima de balada e inspirações no tango queer marcam videoclipe

Gravado num galpão no Rio de Janeiro, obedecendo a todas as normas de segurança sanitária elaboradas pelas organizações de saúde e pelos decretos municipais, o videoclipe de “Barba na Tua”, dirigido por Ricardo Figueiredo, com direção de fotografia de Pedro Koeler e com edição de Guiga Schwartz, é uma experiência visual, que traz como principal inspiração uma balada: um universo dançante, com roupas coloridas e vibrantes que representam o fluxo de consciência e as lembranças do artista sobre esse amor.

No início, isolado em si mesmo, Lucas de Castro revive tais memórias, ilustradas pelos movimentos coreográficos criados por Clara da Costa, e supervisionados pela direção artística de Germana Guilhermme, que transformam em verdadeira poesia visual os versos da canção. Aos poucos, as memórias vão trazendo uma presença masculina, interpretada pelo ator Carlos Bruno. Os dois vão revivendo lembranças que chegam ao ápice num embate cheio de tango, abraço, dor e dança. Essa história é contada com o auxílio das luzes, que vão se transformando a cada momento.

Esse trabalho é uma experiência coletiva. Nunca me senti tão em equipe. Tudo foi feito a muitas mãos e ao mesmo tempo, remotamente. Pensamos e produzimos durante a pandemia, então todos os ensaios, que duraram cerca de três meses, aconteceram por videoconferência – conta o artista sobre o processo.

O videoclipe é permeado por tonalidades de luzes nude, roxo, rosa e vermelho, que revivem o “climão” de balada e ajudam a contar essa história.

Eu sempre “resolvi os meus problemas” na balada. Em festas, no Circo Voador… Era como eu aliviava as minhas tensões. E então, no momento que eu não tive isso, com a chegada da pandemia, foi muito ruim. Esse clipe é, sobretudo, uma conclusão desse período de reclusão, do dançar em casa. Um resgate ao movimento, à dança, esse movimento que se perdeu – explica Lucas.

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