SÃO PAULO

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Carlos Jacanamijoy apresenta a mostra “Ambi Yaku (Água que cura)” n’A Gentil Carioca, em São Paulo.


A Gentil Carioca tem o prazer de inaugurar, em sua sede paulistana, a exposição Carlos Jacanamijoy: Ambi Yaku (Água que cura), primeira individual do artista no Brasil e na galeria, um marco em sua trajetória de mais de três décadas. A abertura acontece no dia 3 de setembro de 2025 (quarta-feira), das 16h às 20h, e marca também o início do circuito da Travessa Dona Paula, encontro de colecionadores, patronos e curadores no contexto da 36ª Bienal de São Paulo.

Carlos Jacanamijoy: Ambi Yaku (Água que cura)
Reconhecido como um dos maiores nomes da arte indígena contemporânea das Américas, Carlos Jacanamijoy (n. 1964, Putumayo, Colômbia; vive entre Bogotá e Cartagena) apresenta uma série de obras inéditas desenvolvidas durante residência no Rio de Janeiro.

Intitulada Ambi Yaku — expressão em quechua que significa “água que cura” —, a exposição reflete as paisagens, os sons e as memórias do território amazônico, evocando a relação vital entre natureza, espiritualidade e ancestralidade. Para Jacanamijoy, que cresceu cercado por rios, cachoeiras e névoas no Putumayo, “somos curados pela água — seja pelas termas, pelo mar ou pelas cachoeiras. O que busco com meu trabalho é que as pessoas também se conectem consigo mesmas, com a terra e com o planeta.”

Sua pintura é atravessada por uma dimensão quase sinestésica. Ele pinta como quem compõe uma partitura visual, em que cores intensas e gestos transparentes se transformam em murmúrios, silêncios e explosões sonoras. Para ele, cada tela é também um convite a um mergulho interior, um espaço de consciência e transformação.

A presença da língua quechua, que teve contato com a sua avó, atravessa títulos e conceitos de seu trabalho como uma forma de resistência cultural e de tributo às gerações anteriores. Em suas palavras, a arte é uma linguagem de liberdade, capaz de “desfolclorizar e descolonizar”, rompendo estereótipos que historicamente reduziram os povos indígenas a representações folclóricas ou exóticas. Ao afirmar-se como artista — sem rótulos limitadores como “arte indígena” ou “arte étnica” —, Jacanamijoy defende um espaço de dignidade, diálogo e reconhecimento.

Sua trajetória abriu caminhos para novas gerações de artistas, tendo sido referência para nomes como Jaider Esbell e Denilson Baniwa. Hoje, suas obras integram coleções de prestígio, como o National Museum of the American Indian – Smithsonian Institution (Washington, D.C., EUA), a Biblioteca Luis Ángel Arango (Banco da República, Bogotá), o Museu de Arte Moderna de Bogotá e o Museo La Tertulia (Cali), consolidando-o como figura fundamental na arte contemporânea latino-americana.

Serviço
Carlos Jacanamijoy: Ambi Yaku (Água que cura)
Ana Silva: Contemplação do Vazio
Abertura: 3 de setembro de 2025 (quinta-feira), das 16h às 20h
Em cartaz até: 25 de outubro de 2025 (Seg a sex, 10h-19h e Sáb, 11h-17h)
Local: A Gentil Carioca – São Paulo
Travessa Dona Paula, casas 106, 108 e 110 – Higienópolis, São Paulo (SP)
Site:https://www.agentilcarioca.com.br/