SÃO PAULO

ONDE TUDO ACONTECE!

Coala Festival 2026 reúne cerca de 30 mil pessoas e reforça impacto cultural da música brasileira ao reunir gerações, novos talentos e grandes nomes em São Paulo.


Foto / Crédito: b+ca

Criado em 2014 com a proposta de fortalecer a música brasileira e aproximar diferentes gerações de artistas e públicos, o Coala Festival chega à sua 12ª edição em 2026 reafirmando seu papel como um dos principais encontros da música brasileira contemporânea. No último fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro, o festival ocupou novamente o Memorial da América Latina em São Paulo, reunindo artistas consagrados, nomes da cena independente e novos talentos em uma programação marcada por encontros inéditos e cruzamentos de gerações.

Mais do que um festival de música, o evento se consolidou como uma plataforma de valorização da produção musical brasileira. Sua curadoria colocou lado a lado nomes fundamentais da história da música e artistas que representam o presente e o futuro da criação nacional, criando experiências que dificilmente se repetem em outros espaços.

Este ano, essa vocação apareceu em encontros como Marcos Valle e Ana Frango Elétrico, que uniram duas gerações da música brasileira em um mesmo espetáculo, e Cícero com participação de Duda Beat. O line-up também reuniu Maria Bethânia, Emicida, Rubel, Tom Zé, Buraka Som Sistema, Zeca Veloso, Seu Jorge, João Gomes, Criolo, Duquesa e Luedji Luna com Fat Family, entre outros artistas. 

A edição de 2026 reuniu cerca de 30 mil pessoas ao longo de dois dias e alcançou o recorde de marcas parceiras da história do festival, com 26 empresas envolvidas. O resultado reforçou a dimensão que o Coala alcançou dentro do calendário cultural paulistano e sua capacidade de conectar música, marcas, público e economia criativa. 

Foto / Crédito: b+ca

“O Coala nasceu para criar encontros. Entre artistas, entre gerações, entre diferentes cenas e, principalmente, entre o público e a música brasileira. A cada edição, nosso desafio é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o que está surgindo agora. Temos muito orgulho de tudo que estamos construindo ao longo dos últimos 12 anos e animado para tudo que planejamos criar ainda”, afirma Gabriel Andrade, sócio-fundador do festival.

A escolha do Memorial da América Latina como território do Coala não é apenas uma questão de infraestrutura. O espaço, localizado na Barra Funda, tornou-se parte da identidade do festival e permite que a programação se conecte diretamente com a dinâmica cultural e urbana de São Paulo. O evento acontece em uma cidade que concentra uma das maiores economias criativas do país e que recebe, todos os anos, grandes fluxos de público atraídos por música, cultura, gastronomia, turismo e entretenimento. 

Inclusão, segurança e sustentabilidade como pilares do festival

Coala Festival 2026 ampliou seus compromissos com sustentabilidade, inclusão, diversidade e segurança. Entre as iniciativas estiveram a acessibilidade integral das áreas do festival, Libras nas apresentações do palco principal, protocolos de acolhimento e combate ao assédio, racismo e LGBTfobia, gestão responsável de resíduos, compostagem, destinação de recicláveis para cooperativas de catadores, compensação das emissões de carbono e políticas voltadas ao bem-estar e à segurança dos trabalhadores.

O evento ofereceu acesso prioritário na entrada e atendimento prioritário em todas as áreas para pessoas com deficiência, 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com crianças de colo. A estrutura contou, ainda, com acessibilidade arquitetônica em todos os espaços, incluindo bares, praças de alimentação e ativações de marcas, além de tradução em Libras em todas as apresentações do palco principal, ampliando o acesso à programação cultural. Também foram disponibilizadas áreas reservadas para pessoas com deficiência e atendimento prioritário no palco principal e na Vila Coala, que contou com banheiros acessíveis. 

Além disso, o festival ofereceu tenda de acolhimento, atendimento psicológico e social, equipes capacitadas pelo protocolo Não Se Cale e canal sigiloso para denúncias de assédio, racismo e LGBTfobia. A estrutura incluiu postos médicos, ambulâncias, plano de contingência para emergências e eventos climáticos e posto de achados e perdidos. Também adotou medidas de proteção a crianças e adolescentes e, para as equipes, garantiu espaços de descanso e alimentação, controle das jornadas e políticas de prevenção a acidentes de trabalho.

A edição de 2026 do Coala contou com uma estrutura de governança voltada à sustentabilidade, à ética e à segurança em sua realização. A Política de Sustentabilidade estabeleceu diretrizes e compromissos socioambientais para o evento, enquanto o Código de Ética orientou a atuação de equipes, fornecedores e parceiros. O festival também disponibilizou um canal de denúncias exclusivo e sigiloso para público e staff, fortalecendo os mecanismos de escuta, prevenção e responsabilização. A operação trabalhou, ainda, com protocolos de prevenção e resposta a situações de risco, integrados ao plano de contingência e gestão de crises, além de políticas e procedimentos de saúde e segurança do trabalho voltados à proteção dos profissionais envolvidos.

Foto / Crédito: b+ca
Foto / Crédito: b+ca