Jazz, soul, funk, reggae e afrobeat, aqueles produzidos por nomes emblemáticos como Bob Marley, Fela Kuti, Nina Simone, Erykah Badu, Billie Holiday e Céu, essa é a estética que colore o segundo álbum da francesa radicada no Brasil, Djeliah (Julie Monin), intitulado “The Sun is Rising”, que chega neste 29 de agosto às plataformas de streaming. O álbum é apresentado com doze faixas autorais e inéditas. Ela divide a produção musical com Gustavo Filograsso e Pablo Rosas (conhecidos pelo projeto Passagem Universo), parceiros criativos que trouxeram um som orgânico gravado na Chapada Diamantina durante a pandemia.

Artista nascida na França e atualmente estabelecida na Chapada Diamantina, na Bahia, Djeliah é também terapeuta holística e pioneira no ensino de Theta Healing no Brasil. Uma colecionadora de referências culturais, a compositora privilegia mensagens de consciência, otimismo e liberdade espiritual.
Não é apenas um disco, é uma homenagem à música consciente, à espiritualidade e à cultura africana, propiciando um som variado e, ao mesmo tempo, maduro. São canções baseadas em suas experiências reais e pessoais. Djeliah pontua que “as canções levam o ouvinte a cenários introspectivos: da busca pela paz interior à crítica social global, da liberdade individual à reflexão sobre a nossa própria origem”. Cada faixa é uma nova descoberta, um convite a despertar a consciência e se deixar levar por harmonias que evocam direta e indiretamente os nomes, obras e nuances de Bob Marley, Fela Kuti, Nina Simone, Erykah Badu, Billie Holiday e Céu.” A faixa Mama África conta com a participação especial de Momi Maiga * na kora (harpa africana), músico senegalês radicado na Catalunha, que integrou projetos com Youssou N’Dour e Seckou Keita. O álbum conta também com participações de vários músicos talentosos residentes da Chapada Diamantina, como Luciano Menderete (Argentina / Brasil) no teclado e piano, Frodo Leonardo (Brasil) na guitarra e outros residentes na França como Carlos Bitencourt (Peru / França) ou Cote Calmet (França).
Momi Maiga é uma das vozes mais marcantes de uma nova geração de artistas da África Ocidental na Europa. Nascido em Casamansa, na renomada família griot Cissokho, começou a tocar kora (harpa africana) aos seis anos de idade e, desde então, desenvolveu uma linguagem musical única que mescla as tradições mandés com jazz, flamenco e música clássica. Com uma presença de palco cativante e profunda expressão emocional, realizou turnês pela Europa e colaborou com artistas como Youssou N’Dour, Jordi Savall, Seckou Keita e Amaro Freitas. Seu último álbum, KAIRO (2024), foi premiado como Melhor Álbum Não Catalão no Enderrock Awards 2025.