SÃO PAULO

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SPIM estreia conferência gratuita voltada à música independente.


A primeira edição da São Paulo Independent Music (SPIM) realiza, nos dias 15 e 16 de agosto, uma conferência dedicada aos profissionais que constroem a cena musical brasileira. Com entrada gratuita, o encontro acontece na Casa Rockambole, em Pinheiros, reunindo cerca de 40 convidados em 10 painéis sobre os principais desafios, oportunidades e transformações do mercado independente. O evento faz parte da programação que promove um festival com mais de 20 shows em 10 palcos fundamentais para a música independente em São Paulo. As vagas são limitadas e devem ser feitas por meio do site

Ao longo de dois dias, a programação aborda temas que atravessam diferentes etapas da carreira de um artista e o papel de diversos profissionais e agentes envolvidos. Entre os assuntos dos painéis estão o papel das casas de show na formação de público, o crescimento das turnês internacionais no Brasil, criação e gestão de selos independentes, direitos autorais, sustentabilidade financeira para artistas independentes.

Idealizada pela 5511 Entretenimento, a SPIM nasce para criar um espaço de diálogo e networking voltado a um segmento que movimenta artistas, casas de show, festivais, selos, produtores e público ao longo de todo o ano, mas costuma ocupar pouco espaço nas grandes feiras da indústria musical. A proposta é fortalecer conexões, incentivar a troca de experiências e contribuir para o desenvolvimento de um mercado mais integrado e sustentável. 

Tudo nasce do diálogo e da escuta. Para que possamos ter um mercado independente mais forte, com potencial de crescimento e sustentável, é importante que esses agentes se encontrem, troquem ideias e compartilhem tecnologia e informação. Promover esses encontros e debates é fundamental para que possamos avançar como um movimento cultural e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva do mercado independente”, comenta o criador do evento Edimar Filho. 

Entre os convidados confirmados na conferência estão profissionais de iniciativas como Lollapalooza Brasil, Popload, Festival Bananada, Festival Dosol, Casa Natura Musical, Cine Joia, Balaclava Records, YBmusic, 30e, UBC e ABMI, além de artistas como Ale Sater (Terno Rei), Léo Ramos (Supercombo), Carol Navarro (Supercombo), Cris Botarelli (Far From Alaska / Ego Kill Talent) e Phil Fargnoli (CPM22 / Repetente Records).

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia. 

Programação

Sáb, 15.08

10h – UBC apresenta: Do cadastro à distribuição

Lançar uma música nas plataformas digitais é apenas um dos passos de uma engrenagem muito maior. Para onde vai o dinheiro quando uma faixa toca no rádio, na TV, num show ou no streaming? Como garantir que autores, intérpretes e músicos acompanhantes recebam cada centavo corretamente? Para responder a essas perguntas e desatar os nós do mercado musical, a UBC apresenta o painel “Do cadastro à distribuição”. O encontro propõe uma abordagem descomplicada e didática sobre o funcionamento do direito autoral e da execução pública no Brasil. Voltado para artistas, produtores, empresários e demais profissionais desse ecossistema, o debate é um convite para entender como as engrenagens da indústria se movem para garantir que a música seja protegida e devidamente remunerada no mercado atual.

Participantes: Laura Bahia (UBC), Vinícius Naka (UBC)

11h45 – Os festivais de rock e a cena independente no Brasil

Um panorama sobre a evolução dos festivais de rock no Brasil pelo olhar de quem faz essa história acontecer. A conversa trata dos principais desafios do setor e o papel desses eventos no fortalecimento da música independente. Além de falar dos bastidores da curadoria, os convidados dão orientações sobre posicionamento para artistas que desejam se inserir nesse circuito e os principais fatores considerados na escolha das atrações.

Mediação: Fabrício Nobre (Festival Bananada / Toca UOL)

Participantes: Alex Palaia (Cult MIX), Ana Morena (Festival Dosol), Marcelo Beraldo (Lollapalooza Brasil / C3 Presents)

13h30 – Como montar e gerir o seu selo independente

O que é preciso para criar e desenvolver um selo independente? O painel discute os principais desafios de um negócio musical, o papel da curadoria e a construção de uma relação sólida com os artistas e público. O encontro também vai falar do papel dos selos na descoberta e desenvolvimento de novos talentos, além de sua relevância para a construção de comunidades engajadas em sustentar cenas específicas, no Brasil e no exterior. 

Mediação: Katia Abreu (Tratore)

Participantes: Rafael Farah (Balaclava Records), Ygor Alexis (Selo Rockambole), Tiago Agostini (Ditto Music)

15h15 – Circulação e Turnês: Como colocar o seu projeto na rua

O painel trata dos principais desafios da circulação no circuito independente, do planejamento e da logística à negociação de datas e construção de redes de contato. A conversa também apresenta estratégias para ampliar o alcance dos projetos e viabilizar turnês de forma sustentável, destacando a importância de shows como fonte de receita e como ferramenta de conexão e expansão de público

Mediação: Anderson Foca (Festival Dosol)

Participantes: Thais Pimenta (Café8 Music), Ícaro Lima (Kaká) (Xaninho Records), Francesca Ribeiro (Manager / Booker). 

17h – Jornalismo musical na cobertura da cena independente

De que forma as transformações do jornalismo e na produção e difusão de conteúdos impactam o desenvolvimento da música independente? O debate traz o papel da crítica e a importância dos veículos especializados na descoberta e divulgação de novos artistas e cenas. A conversa também apresenta estratégias para que músicos fortaleçam sua relação com a imprensa, abordando boas práticas de comunicação e divulgação.

Mediação: Claudia Assef (Billboard Brasil)

Participantes: Isabela Yu (Revista Noize), Guilherme Guedes (Multishow), Amanda Cavalcanti (Folha de São Paulo / Wire / Bandcamp).

Dom, 16.08

10h – Onde tudo acontece! As casas de show como plataformas de difusão cultural

O painel destaca o papel fundamental de palcos permanentes como polos de resistência cultural e desenvolvimento da cena independente, abordando os desafios de operação e curadoria desses espaços. Além da importância na formação de público e descoberta de novos artistas, a conversa também trata do impacto na construção de comunidades e senso de pertencimento da juventude ligada à música alternativa. 

Mediação: Ricardo Rodrigues (Let’s Gig)

Participantes: Mancha Leonel (Cine Joia / Casa do Mancha), Carol Stuart (Casa Natura Musical), Luiza Gonçalves (Casa Rockambole).

11h45 – O boom dos shows internacionais no Brasil

Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo de turnês internacionais no Brasil, incluindo os circuitos de pequeno e médio porte. O painel analisa a inserção de São Paulo nas rotas de atrações de diferentes vertentes da música alternativa, os desafios logísticos, financeiros e operacionais para viabilizar atrações internacionais e os impactos desse movimento na cena independente nacional. 

Mediação: Juli Baldi (Mapa dos Festivais / Bananas)

Participantes: Lúcio Ribeiro (Popload), Isadora Almeida (30e), Fernando Dotta (Balaclava), Leandro Carbonato (Powerline)

13h30 – ABMI apresenta: Encontro de selos independentes

O encontro reúne selos e profissionais do setor para uma troca de experiências sobre as dores e rotinas do mercado independente, abordando temas como monetização, inteligência artificial, distribuição digital, desenvolvimento de artistas e sustentabilidade dos negócios. A iniciativa da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI) busca fortalecer o diálogo entre os agentes da cena independente e fomentar a construção de soluções coletivas para os novos desafios do setor.

Mediação: Talita Cordeiro (ABMI)

Participantes: Maurício Tagliari (YBmusic), João Bagdadi (Selo Risco), Yasmin Kalaf (Cavaca Records), Felippe Llerena (Nikita Music Digital)

15h15 – É possível viver de música independente?

O que é preciso para transformar um projeto musical em uma carreira sustentável? O painel discute os desafios de viver de música independente, com estratégias de posicionamento e atuação, diversificação de receitas e os caminhos percorridos por quem conseguiu consolidar seus projetos. A conversa trata ainda da relação entre criação e mercado e da dedicação e escolhas necessárias para construir uma trajetória de longo prazo. 

Mediação: Alexandre Matias (Trabalho Sujo)

Participantes: Ale Sater (Terno Rei), Phil Fargnoli (Cpm22 / Repetente Records), Léo Ramos (Supercombo)

17h – Treinam apresenta: participação feminina na música independente

Conduzida pela Treinam (Turma Remota de Ensino Intensivo para Artistas Mulheres), a  conversa aborda os avanços e os desafios da participação feminina na música independente. O painel discute as barreiras enfrentadas por artistas e profissionais do setor e apresenta iniciativas que fortalecem a representatividade, as redes de apoio e a construção de uma cena mais diversa, segura e inclusiva.

Mediação: Nath Moura (Treinam)

Participantes: Natália Lebeis (Palatável Records / SIM São Paulo), Carol Navarro (Supercombo), Letícia Tomás (Power Records / Rec-Beat), Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent)

Confira a programação completa em www.spimfestival.com

Serviço

SPIM 2026 – Conferência

Data: 15 e 16 de agosto de 2026

Horário: 10h às 19h

Local: Casa Rockambole – Rua Belmiro Braga, 119 – Pinheiros – São Paulo

Entrada: Gratuita, mediante inscrição no site do evento.